Conceito

Responsabilidade Social

Meio Ambiente

Econômico

Escassez de água

Fonte: Revista Sustentabilidade e Instituto SocioAmbiental


O Brasil é dono do maior potencial hídrico do planeta. Apesar disso, corre o risco de chegar a 2015 com problemas de abastecimento de água em mais da metade dos municípios. Este diagnóstico feito no Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, lançado pela Agência Nacional de Águas (ANA). O país concentra em torno de 12% da água doce do mundo disponível em rios e abriga o maior rio em extensão e volume do Planeta, o Amazonas. Essa água, no entanto, é distribuída de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. A Amazônia, onde estão as mais baixas concentrações populacionais, possui 78% da água superficial. Enquanto isso, no Sudeste, essa relação se inverte: a maior concentração populacional do País tem disponível 6% do total da água.


A água limpa está cada vez mais rara na zona costeira e a água de beber cada vez mais cara. O desperdício chega entre 50% e 70% nas cidades e a qualidade da água está cada vez mais comprometida. O desperdício de hoje já reflete na escassez de água. A preocupação com a escassez de água tornou-se mais evidente quando as modificações climáticas passaram a preocupar os cientistas. A partir daí alguns setores produtivos adotaram medidas visando à racionalização no consumo de água.


Na Construção Civil não foi diferente, e as primeiras ações sobre a necessidade de construções com menor impacto sobre o meio ambiente iniciaram-se, surgindo investigações para diminuir o consumo na fabricação de materiais e na construção de prédios e, mesmo, para melhorar a gestão dos resíduos.


No Brasil há iniciativas interessantes; como por exemplo, a criação em agosto de 2007, do CBCS – Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, que tem como um dos objetivos, otimizar o uso dos recursos naturais. Entretanto, as iniciativas ainda são muito tímidas, tendo em vista que o Brasil é o país com a maior disponibilidade de água do planeta, cerca de 12% da água potável do globo.


Na construção de edifícios, como em outros tipos de obras, a água é um elemento importante, sendo essencial para o consumo humano e indispensável na execução de alguns serviços. No canteiro de obras a utilização da água para as necessidades humanas está relacionada, basicamente, às demandas essenciais dos funcionários do canteiro e estas são preservadas de acordo com a legislação trabalhista. Em linhas gerais, estima-se que o consumo diário por operário não alojado chega a 45 litros por dia, não estando inclusa a refeição. No caso da refeição ser preparada na obra, este número passa para 65 litros por dia.


Já nos serviços de construção civil, embora a água não seja vista e nem tratada como material de construção, o consumo é bastante elevado, por exemplo, para a confecção de um metro cúbico de concreto, estima-se o consumo em média de 160 a 200 litros e, na compactação de um metro cúbico de aterro, podem ser consumidos até 300 litros de água.


As diferentes tipologias, tamanhos e características construtivas de cada obra interferem diretamente nos consumos mensais de água ou no consumo por metro quadrado construído. Já o consumo de água por Homem hora (m³/Hh) não variam muito de obra para obra apesar delas possuírem características construtivas bastante distintas.


Algumas ações, visando a redução do consumo de água nos canteiros de obra, podem ser implantadas nos canteiros tais como:

  • utilização de torneiras com acionamento e desligamento automático;
  • instalação de temporizadores nos chuveiros, determinando o tempo de banho;
  • utilização de água da chuva para descargas, limpeza da obra e etc;
  • estudos para utilização de fontes alternativas de água para consumo em serviços de construção civil. Por exemplo, utilização de água da chuva na cura do concreto ou dosagem de argamassas;
  • palestras para conscientização dos funcionários, com relação à fonte finita de recursos naturais;
  • acompanhamento mensal dos consumos e medidas para redução dos mesmos.


A economia de água nos canteiros deve estar fundamentada nos princípios da sustentabilidade e cada um de nós pode contribuir com pequenas ações individuais e diárias.


Fontes: http://revistasustentabilidade.com.br/consumo-de-agua-nos-canteiros
http://www.socioambiental.org/esp/agua/pgn/